O dia que perdi minha filha.

Por: Sandra Nakkoud

Todos temos pelo menos um episódio triste de vida, e hoje vou compartilhar uma situação que passei no dia 03 de Junho de 2016.

Para quem não sabe, tenho uma filha chamada Norien, ela tem 9 anos, e um dos sonho dela era andar de trem.

Aqui onde moro no ES tem esse meio de transporte. Mas ainda não tínhamos criado oportunidades de fazer um passeio, mas como queríamos tanto andar de trem, o Universo retribuiu aos nossos pensamentos.

Foi quando recebi um convite de uma grande amiga e parceira Lídia, de Timóteo MG para dar um curso no instituto dela, e ela convidou Norien para ir junto comigo, e aí pronto! Unimos o útil ao agradável e compramos nossas passagens. Foi uma alegria só, Norien não se cabia de tanta emoção!

Amanheceu e Mauricio, meu esposo nos levou para estação ferroviária Pedro Nolasco que fica aqui na grande Vitória, chegamos às 06:50h, e o trem sairia às 07:00h.

Norien destacao-pedro-nolascoespediu do pai com um grande abraço, dei um beijo nele, e enquanto ele ía em direção ao carro para ir embora, fomos para a fila de embarque, foi quando me pediram as passagens, e os documentos. Naquele momento peguei minha identidade original e tinha levado a cópia colorida da identidade da Norien.

E, na hora de passar pelo portão de embarque o funcionário falou que Norien não poderia viajar comigo. Ela correu para ver se ainda encontrava o pai no patio, e o pai já estava passando com o carro na frente da estação para ir embora, mas ela conseguiu alertá-lo, ele estacionou novamente e correu para ver o que tinha ocorrido, foi um desespero só, imagina você com 9 anos passando por tudo isso, eu fiquei sem chão, pois tinha um curso naquela noite e pessoas estavam me esperando para esse grande evento. Sabia que tinha que ir de qualquer maneira.

Tinha uma pessoa responsável do conselho tutelar que não abriu mão da lei, e eu tive que deixa-la mesmo. Confesso que quando me coloquei no lugar dela, a minha criança interna reascendeu, comecei a chorar na mesma hora, e ainda sem cair muito minha ficha, tive que entrar naquele trem.

Subi no trem. Foi um misto de culpa, tristeza, solidão, raiva de mim, por não ter levado o documento original. Imaginem a cena, Olhei pela janela e ví a Norien chorando abraçada ao pai, a sensação que fiquei era como se tivesse PERDIDO minha filha. Naquele momento me deu uma reflexão da dor de pais que literalmente perdem para sempre seus filhos.

Como não teve jeito, às 7:00 em ponto o trem apitou e saiu, deixei para traz uma criança de 9 anos, cheia de expectativas de realizar seu grande sonho.

O mais interessante é que tudo isso que contei se passou em 10 minutos, mas, para mim pareceu uma eternidade.

Já com o trem andando fui procurar meu assento ainda transtornada, e senti que precisava fazer alguma coisa para mudar aquela situação. Como nada é por acaso, naquele dia o curso que eu daria sería o de EFT que quer dizer em inglês Emotional Freedon Technique ou em português Técnica de libertação emocional, que é uma ferramenta extraordinária, baseada na acupuntura tradicional, onde instantaneamente através de batidas dos dedos nos pontos dos meridianos de nossas emoções vamos eliminando todas as dores físicas e emocionais.

Respirei fundo e Comecei a fazer a técnica de EFT, durante a aplicação ergui a cabeça, e em menos de 15 minutos, já estava recuperada. Meus pensamentos e sentimentos foram clareando, e  aquelas emoções negativas deixaram meu corpo, enfim consegui me acalmar, e respirar profundamente.

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 E segui a viagem, curtindo a linda vista do ES, pois já faziam mais de 20 anos que eu não andava de trem também, falei comigo para aproveitar o passeio, mesmo só, pois agora recuperada da interpretação que dei aquele evento pude me sentir ressignificada dos meus sentimentos, agora eu tinha certeza que estaria bem, pois às 18h teria que dar o curso, e os alunos não tinham nada a ver com tudo isso que eu mesma tinha causado.

Fui almoçar no vagão restaurante, conheci todos os vagões, fiz amizades, e tudo naturalmente foi se encaixando.

Enfim, Cheguei em Timóteo, e logo relatei para Lidia do ocorrido, e ela me achou muito bem pela complexidade da situação que tinha acabado de viver naquele dia.

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As 18h iniciei o curso e logo que me apresentei, contei sobre a minha experiência vivida, todos ficaram admirados de “como” eu estava, pois consegui reagir com muita tranquilidade, pois já tinha me libertado daquelas emoções. O curso foi um sucesso, e todos tiveram naquele dia melhoras de traumas, fobias, inseguranças, perdas, que há muito tempo carregavam em suas vidas.

Você ficou curioso? Quer saber um pouco mais sobre essa técnica? Deixe seu contato, que eu diretamente enviarei mais informações sobre esse assunto.

Aliás, o desfecho da história, foi que depois de 15 dias o Mauricio foi dar um treinamento de PNL lá em Timóteo, e fomos nós três juntos fazer esse lindo passeio, e tudo ficou resolvido,  Norien realizou seu grande seu sonho.

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3 thoughts on “O dia que perdi minha filha.

  1. Olá Poliana, fico feliz que tenha gostado. Ás vezes a vida nos surpreende com eventos inesperados, e acredito que nessa hora conhecemos realmente a força que temos. Hoje no meu trabalho de terapeuta utilizo técnicas fantásticas para recuperar imediatamente de algumas situações tristes….

  2. A PNL está começando a se propagar de uma forma cada vez mais rápida no Brasil.
    Eu sou hipnoterapeuta em Joinville SC e fico feliz em perceber que, a cada dia, as pessoas tem menos preconceito sobre a PNL e hipnose.

    Pedro Gomes

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